sábado, 8 de outubro de 2011

Parabéns a você

         Sempre em minha vida, "galopando por montes e canhadas" foi possível fazer dos caminhos um trilho favorável, sem percalços ou tropeços na viagem. Hoje, aos 97 anos, enxergo os espaços pelos quais andei e eles, ainda refletindo a ajuda indispensável dos amigos.
A estima e a sinceridade dos amigos para comigo faço-as comparáveis ao carinho de meus filhos, este sublimado pelo calor do berço.
        Ainda muito jovem, com pouco saber e muito amor à terra natal, principalmente lá pelo fundão do Arroio d’El Rei, nesse mesmo lugar, inspirado nas águas plácidas da Mirim, a minha frente, sentado numa banqueta defronte a uma mesa de ferro que antes fora máquina de costura de minha bisavó, ao que me diziam chamada Serafina - rascunhava num papel simples os meus primeiros artigos. Tinha um destino - Jornal Sul do Estado. Seus dirigentes acolhiam-nos em uma das colunas de primeira página, como estímulo. Germano Brayer (Germaninho), revisor, encarregava-se de corrigir alguns erros, inevitáveis a um principiante.
       Foi daí que eu parti como início de caminho longo, sempre assoberbado por entre livros e jornais. Hoje (97 anos), 20 exemplares de minha autoria circulam pelas livrarias do país e até fora dele (biblioteca de Washington por solicitação - "Campos Neutrais"). O que estou a dizer bastaria para justificar o meu apreço pelos jornais da minha terra, principalmente os de Santa Vitória do Palmar.
Na festa de aniversário, levada a efeito em 30 de setembro do corrente ano, data expressiva do jornal O Vitoriense, quando a diretora insigne e reconhecida jornalista, Marília de Mendonça Cardozo houve por bem honrar-me equacionando aos meus 97 anos (completados no dia 27 de setembro) com os 30 de seu jornal, fui tomado de uma emoção a ponto de levar-me a reavivar na lembrança épocas passadas em demanda com a história. O Vitoriense também intitulara o primeiro jornal que surgiu após os antigos Campos Neutrais, em 1876 (jornal comercial e noticioso), fundado e dirigido por Marcos Roiz de Lima.
Contou O Vitoriense com a eloquente e lúcida colaboração de Emílio Valentim Barrios, o menino filho de um posteiro, nascido, por isso, na margem da Lagoa Mirim, Estância dos Provedores. Depois árdego e brilhante advogado, combativo e talentoso deputado. Mesmo alcançando as alturas, graças a seu talento, Emílio Valentim Barrios nunca deixou de colaborar no Vitoriense, fazendo-o conhecido em todo o estado (o primeiro).
        Pelo nome que o caracteriza, O Vitoriense atual tem uma responsabilidade muito grande, que não lhe permitirá nunca arrefecer no trabalho de comunicação que ora faz com tanto destaque no que diz respeito, principalmente, ao desenvolvimento cultural do povo que lê e o aplaude. Divulgando ainda o valor e a capacidade da gente que povoa nossa fração de terra que é o ponto extremo-meridional do Brasil.
Jornalista Marilia:
       O livro é a fonte geradora da civilização. A que nos ensina a história, o livro primeiro da humanidade, em letras cuneiformes chamou-se Crônicas de Axum. Fala-nos do começo do mundo, 5500 anos antes de Cristo (nascentes do Nilo). Necessário seria um meio de comunicação a correr como as águas do grande rio, espargindo os conhecimentos gravados na pedra pelos sábios que antecederam os da "Escritura". Surgiu a imprensa no mundo inteiro! O jornal, finalmente, falado, escrito e televisionado.
Mac Luham diz que sua invenção, a eletrônica, transformou o mundo numa aldeia. A comunicação, como relâmpago de tudo o que acontece na terra, no mar e no céu deixa supérfluos os antigos sistemas com o mesmo propósito. (Axum - Capital da Etiópia)  Por Anselmo Amaral

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mensagem do Joca d'Ávila

"Empolgado chego em casa e abro o email da amiga, atriz Bel Kutnr falando sobre o sucesso de seu personagem na novela O Astro. Em contrapartida falei do sucesso da peça apresentada em arena no Clube Comercial, por ocasião dos 30 anos do jornal O Vitoriense. Dei tantos detalhes, inclusive alguns sórdidos para Bel (atualmente faz a agenda do teatro Sergio Porto no Rio), dizendo que Preta Geiborandeza de los panos tem o perfil do teatro underlay que abre a próxima temporada no Sérgio Porto... A partir daí marcamos uma pré estréia no Rio com data a ser agendada, e de quebra levaremos na bagagem, o texto criado por mim, Cláudia Schuab, Eliane Castro e Vitor Ramil - A vida de Vera Miranda - com participação especial já acertada de João Bachilli, diretor do Toll, da atriz Maria Maya e da própria Bel.
Marília, e pensar que tudo começou naquela noite dos 30 anos..."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Jornal O Vitoriense em tempo de pérolas...

O Vitoriense comemora 30 anos


Obrigado ao Movimento de Integração Racial pela lembrança!
 
A presença de João Baltezan (Rádio Cultura) e a esposa, Odalea

Parabéns também pelos 97 anos!

Claúdia com Marília depois da apresentação

Banda da Barra do Chui, escola Bernardino S.Castro regida pela profa. Teleca

Adriana Lima, Maria Hylma, Teleca e o Prefeito Morrone com Marilia

Claudia Schuab


Mateus Gonçalves
 
Estevão Lima

Kininho, Marina e Filipe

Golgerci apresenta Broto Santa Vitória

Grupo danças Osvaldo Anselmi






Três décadas de jornalismo!

Intervalo 07 de outubro 2011
            30 de setembro, 30 anos comemorados com o prestígio daqueles que admiram o jornal O Vitoriense e reconhecem o nosso trabalho. O Clube Comercial abriu espaço para as diversas manifestações artísticas que evidenciaram os talentos da terra para marcar três décadas de circulação de O Vitoriense, num encontro caloroso e informal, proporcionado pelo apoio e patrocínio de diversas  pessoas, empresas, colaboradores, amigos, secretarias municipais, enfim, uma lista enorme que viabilizou o nosso “II Entardecer Cultural”.
            Agradecemos a todos que brindaram conosco e vêm  acompanhando a trajetória do jornal O Vitoriense, sempre presentes nos significativos momentos e incentivando a nossa vida profissional. Ganhamos a certeza de que a linha editorial de O Vitoriense, o seu designe, nossos colunistas  estão correspondendo à expectativa dos leitores.
            Não há maior demonstração de reconhecimento do que essa integração, interação com os nossos 30 anos de jornalismo! Quanta gente envolvida e enriquecendo o encontro social e cultural! Precisamos reforçar o agradecimento aos patrocinadores como a Estância Santo Antônio (Diana e Anabela); a dedicação do Sérgio Oliveira, da Vídeo e Foto Color; Mercado Perico do Chuí apresentou gostoso vinho; a diretoria do Clube Comercial; as vós Ercília Cardozo e Zenir Maximilla, responsáveis pela torta; à secretaria de Educação e Sectur; Escritório de Negócios Rurais Trevo; Relojoaria e Joalheria Brilhante; Mariana Rissetti Fashion; à Kriativa Informática pelo belo memorial do Rogério sobre o “Nosso Futebol de Outrora”; à decoradora Elsa Lea; às diretoras das escolas municipais,  Lis Rejane Rolan da Osvaldo Anselmi, Adriana Lima da Bernardino de Souza Castro, Rosetti Mendes Souza da Castelo Branco; à Rádio Cultura; ainda à colaboração de Isaura Terra, Carol e Maria Lúcia Siga...
            A presença do nosso querido escritor, poeta e historiador,  Anselmo Amaral  que no dia 27 de setembro completou 97 anos transformou o parabéns num momento ímpar, apagando as velas com O Vitoriense. Não esqueceremos o esforço e carinho deste ícone da cultura santa-vitoriense, reconhecido nome da literatura nacional.
            A participação do grupo Essencial da escola Castelo Branco assim como a Casa da Música, grupo da Bernardino de Souza Castro encantaram o público; o grupo de danças da Osvaldo Anselmi  foi um sucesso, dançando ritmos dos anos 60, que já assistíramos no ano passado durante a Feira do Livro; a apresentação de Kininho Dornelles nunca pode faltar e, desta vez, ele foi acompanhado dos filhos Marina e Filipe, agradando muitíssimo com seus pimpolhos; na hora da poesia, representando a tradição gauchesca, Estevão Lima fez tremer os salões do Comercial. Também foi destacada a apresentação de Mateus Souza Gonçalves, que recebeu inúmeros aplausos pela sua poesia; um intervalo literário foi aberto ao professor Homero que convidou a todos para o lançamento do seu livro “Recado aos Mergulhões”, na Feira do Livro em Porto Alegre, no próximo cinco de novembro, inclusive está organizada uma excursão da Casa do Livro do Hermenegildo para prestigiá-lo na capital; a peça teatral com Joca d’Ávila e Cláudia Schuab foi um espetáculo a parte! Cláudinha se superou em criatividade encenando a “Preta Geiborandeza de los panos”. Pois não é que alguém filmou a peça e mandou para um dos produtores de O Astro e os nossos artistas já estão convidados para uma apresentação no Rio de Janeiro.  Talento não se compra, é nato! Temos que falar porque foi muito elogiado, o jovem Reniere que intercalou as apresentações com seu violão e voz, tornando o ambiente bastante agradável. Houve um momento para o “Toque de Glamour” de nosso querido José Golgerci, que apresentou o Broto Santa Vitória, Gabriela Gay...
            Mas antes de encerrar esta manifestação, não posso esquecer a beleza, do perfume que ganhou a redação do jornal O Vitoriense, com tantas flores... Obrigado às primas Anabela e Diana, a Dinorah Munhoz, ao Apostolado da Oração, através da professora Mimosa, aos irmãos da Acácia Vitoriense, à professora Nalde, à vó Zenir e Guacira, à Estilo Cão Floricultura, às companheiras voluntárias da Mama Vitória, à querida professora Clair, aos amigos Silvio Marchiori e Marília e pela significativa placa que recebemos da professora Suraia. São tantas flores que posso cultivar um jardim!  
            Que todos recebam em dobro toda a alegria, a satisfação que nos proporcionaram! Só há o temor de ter me esquecido de citar alguém, mas... muito Obrigado!

"Nosso Futebol de Outrora..."





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Grupo Essencial


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Programa Intervalo Rádio Cultura

23 setembro 2011
         A vida da gente se transforma quando somos surpreendidos por atitudes inusitadas, gestos de tamanho reconhecimento que são capazes de nos reinventar, de consolidar a nossa crença na grandiosidade de sentimentos que fazem tudo valer a pena.
         Toda a esperança se renova quando recebemos um sinal Divino; todas as nossas angústias se acalmam e a fé aponta que tudo acontece a seu tempo...
         No entanto, não há a luz do sol sem a escuridão da noite e os dias sombrios de inverno são contrapostos por belas manhãs de primavera... Chega o momento em que “a seca se acaba e tudo rebrota”, como expressou o poeta Jayme Caetano Braun.
         Nossa energia não tem preço. Seu valor é inestimável porque é cedência Divina e não é justo desperdiçá-la, lamentando o que ficou para trás; não é justo gastá-la, alimentando a raiva, a desesperança, a amargura... Às vezes temos lampejos de tristeza e até nos sentimos pouco ágeis, impotentes na ânsia de transformar, imprimir no convívio o que consideramos virtudes. Entretanto, as almas são distintas, o grau de evolução diverge entre os seres e cada um tem o seu próprio nível de aprendizado, a sua medida para amadurecer.
         Mas chega um dia em que tudo se acalma, quando se retoma a consciência do espaço que ocupamos no universo, da missão que temos em face de ir ao encontro dos nossos irmãos aqui na terra, sem que isso, necessariamente signifique presença física, pois a compreensão vai muito mais além.
         Com a certeza de que teremos respostas, só é preciso acreditar, trabalhar honestamente, respeitar a si mesmo e aos seus anseios, não se deixar violentar em nenhum sentido, amar profundamente, enfim, sermos verdadeiros em nossos propósitos, defendendo sempre um ideal.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

RIO BRANCO - A caminhar festivo em direção ao centenário


Dinâmica equipe elaborando os festejos dos 100 anos do "Leão da Coxilha"
         O ponto mais elevado das comemorações do centenário de um "Leão" chamado Rio Branco, terá o canto do "Parabéns", no doze de janeiro do próximo ano. No calendário de festejos, antecedendo os cem anos de glória no desporto santa-vitoriense, a cada mês, a diretoria elabora um grande evento, geralmente, um jantar com os sabores do sucessso de uma memorável ocasião vindoura. A liderança tricolor, sob o comando simpático do casal, José Erli Oliveira e Iná, somado a uma entusiasmada diretoria que muito trabalha, seguindo a trilha do bom êxito para reverenciar o grande momento com muitas atividades sociais e desportistas. Tão logo definidas as datas préfixadas para a realização do grande evento do centenário, efetuaremos as devidas divulgações como forma de convite a que a sociedade prestigie a significativa programação.
      O ponto mais elevado das comemorações do centenário de um "Leão" chamado Rio Branco, terá o canto do "Parabéns", no doze de janeiro do próximo ano. No calendário de festejos, antecedendo os cem anos de glória no desporto santa-vitoriense, a cada mês, a diretoria elabora um grande evento, geralmente, um jantar com os sabores do sucessso de uma memorável ocasião vindoura. A liderança tricolor, sob o comando simpático do casal, José Erli Oliveira e Iná, somado a uma entusiasmada diretoria que muito trabalha, seguindo a trilha do bom êxito para reverenciar o grande momento com muitas atividades sociais e desportistas. Tão logo definidas as datas préfixadas para a realização do grande evento do centenário, efetuaremos as devidas divulgações como forma de convite a que a sociedade prestigie a significativa programação. (Veja página na íntegra na edição de setembro de O Vitoriense)